Primeira vez histórica na Cúpula de Negócios B20: O Setor Cooperativo na Mesa

15 Jul 2014

 

COMMUNICADO DE IMPRENSA

 

Primeira vez histórica na Cúpula de Negócios B20:

O Setor Cooperativo na Mesa

 

Pela primeira vez na história, o setor cooperativo estará representado no B20. A indicação do Dr. Andrew Crane, CEO da cooperativa australiana de grãos CBH, é um passo determinante para uma sociedade mais justa e para um conceito sustentável de crescimento.No B20. Andrew Crane vai defender uma economia mais equilibrada, onde os negócios cooperativos façam o contraponto às empresas de capital aberto, aumentando assim a diversidade econômica e a resiliência em tempos de crise.

 

Bruxelas, Segunda-feira, 14 de julho de 2014 – Ao iniciar as conversações para o B20 na Austrália, a indicação de Andrew Crane(biografia) para a Cúpula de Negócios 20 marca a primeira vez que um líder empresarial do setor de cooperativas participa da B20.

Segundo o World Co-operative Monitor[1], as 300 maiores cooperativas e sociedades de socorro mútuo têm um turnover de 2 trilhões de dólares, o equivalente à nona maior economia do mundo. Além disso, as cooperativas geram 20% mais empregos do que as empresas multinacionais (uma amostra limitada de um milhão de cooperativas é responsável por 100 milhões de empregos em todo o mundo).Uma força de equilíbrio econômico frente às empresas de capital aberto, as cooperativas e associações de socorro mútuo têm um papel essencial na busca de crescimento e emprego sustentáveis e equilibrados. 

A reunião do B20 em 2014 vai finalizar as recomendações da cúpula do G20 em uma época em que os governos procuram evitar os erros que causaram a crise financeira.A resiliência demonstrada pelo setor das cooperativas durante a crise financeira chamou a atenção dos governos para o modelo de empreendimento das cooperativas e seu potencial para tornar a economia mais diversificada ao ser uma alternativa aos empreendimentos de investidores.Usando sua experiência em cooperativas, o Dr. Crane vai associar o crescimento econômico sustentável a considerações sociais e ambientais em suas contribuições para as recomendações de políticas do B20.

Diz o Dr. Andrew Crane:“Cooperativas de marcas globais como a Fonterra, a Associated Press e a Ocean Spray e as diversas empresas de propriedade dos produtores que fornecem produtos de Comércio Justo são empresas fortes, de enfoque comercial.Também levam em conta seus membros, o que significa que estão no negócio em prol de seus membros e das comunidades locais onde estão baseados.Estou entusiasmado com a oportunidade de poder contribuir com ideias de negócios cooperativos para a agenda do G20 para a promoção do crescimento, criação de empregos e construção da resiliência na economia global”.

Dame Pauline Green, Presidente da International Co-operative Alliance (Aliança Internacional de Cooperativas):“O sucesso do B20 é tremendamente importante para a Aliança.É um dos principais temas de nosso trabalho de defesa descrito no Plano para uma Década Cooperativa, que estabelece a estratégia para o movimento até final desta década e para o futuro.O G20 é cada vez mais dominante na decisão da futura direção da economia global.Durante as reuniões do G20, a voz do B20 sobre os principais temas em discussão será ouvida pelos líderes das 20 economias mais importantes do mundo.Se o Plano exigir, vamos fazer o movimento crescer em todo o mundo nos próximos anos. Nosso desafio agora é garantir que, quando o B20 se reúna em Brisbane em novembro de 2014, Andrew Crane não esteja sozinho para assegurar que a diferença das cooperativas seja entendida e valorizada”.

O Diretor Geral da Aliança, Charles Gould, também afirmou:“As cooperativas enfrentam os mesmos desafios comerciais que todos os negócios e têm o mesmo enfoque em rentabilidade.No entanto, devido à sua estrutura de membros-proprietários, contribuíram para sua maior resiliência durante a crise financeira global.Pesquisas internacionais demonstraram que as cooperativas foram especialmente resilientes em épocas de dificuldade econômica, assim como a sua capacidade de minimizar a perda de empregos e até mesmo aumentar o nível de emprego em regiões que foram mais duramente atingidas pela crise recente, como a Itália e a Espanha”.[2]

O Dr. Crane é um conhecido executivo dentro do movimento de cooperativos. É CEO do grupo CBH, cooperativa que é a principal organização de grãos da Austrália, comercializando 40% da safra anual de grãos daquele país.Um dos principais palestrantes da Cúpula Internacional de Cooperativas em Quebec em novembro próximo, o Dr. Crane vai dar ideais de como aumentar o número de membros através do atendimento das necessidades cambiantes dos membros.Para obter mais informações sobre a Cúpula, acesse o site:

http://www.intlsummit.coop/cms/en_CA/sites/somint/home.html

 

# FIM #

NOTAS AO EDITOR

Sobre ACI

 

  1. A Aliança Cooperativa Internacional (ACI/ICA) é uma organização não-governamental, independente criada em 1895 para unir, representar e servir as cooperativas em todo o mundo. É uma voz global e um fórum para saber, experiência e ação coordenada para e sobre as cooperativas.

 

  1. Os seus associados são organizações cooperativas internacionais e nacionais de todos os setores da economia, incluindo agricultura, banca, consumidores, pescas, saúde, habitação, seguros e trabalhadores. A ACI/ICA tem associados em mais de uma centena de países representando a nível mundial mais de mil milhões de indivíduos. A nível mundial, mais de cem milhões de pessoas trabalham para uma cooperativa.

 

  1. As cooperativas são empreendimentos negociais de sucesso geridos pelos seus membros baseados em valores de referência. Sejam eles clientes, funcionários ou residentes, os seus membros têm todos direito a uma palavra na forma de gerir o negócio e partilhar os lucros.

 

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